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Live Review: Doomsday - March 22, 2013


Lúgubres
Doom metal is one of my favorite musical genres, as it has never been a secret to anyone who deigned to ask. Unfortunately, even living in the greatest city of Brazil, concerts of bands within this genre are extremely rare. Then, an event like this Doomsday is always very welcome, as it had the presence of two very active names in the scene of São Paulo: HellLight and Lúgubres.
The event took place in a venue that is not typically aimed at the underground, completelly decorated with psychedelic wall painting. Exactly for not being a place aimed at the underground, the bands had to work miracles regarding equipment and even space for the presentation, but at the end of the day, the determination overcame difficulties, as it should always be.
HellLight
The first band to play was Lúgubres, that demonstrated a clear evolution of their style compared to what was presented in their split with Les Memoires Fall. In the band's current phase, the use of guitar duets and guttural vocals were a remarking differential.
Next, came HellLight, keeping their well known and expected quality standard. Unfortunately, also as foreseen and expected, their (excellent) songs are too lenghty, and due to the time, I needed to leave before the end of their presentation. I still hope to some day see them playing to the end...

Resenha de show: Doomsday - 22 de março de 2013


Lúgubres
O doom metal é um dos meus gêneros musicais favoritos, como jamais foi segredo para ninguém que se desse ao trabalho de perguntar. Infelizmente, mesmo vivendo na maior cidade do Brasil, shows de bandas desse gênero são extremamente raros. Por isso, é sempre muito bem-vindo um evento como este Doomsday, que contou com a presença de dois nomes muito atuantes na cena paulistana, o HellLight e o Lúgubres.
O evento ocorreu em uma casa que não é tipicamente voltada ao underground, toda decorada com um esquema de pintura psicodélica nas paredes. Justamente por não se tratar de uma casa voltada ao underground, as bandas tiveram que fazer milagres com relação à aparelhagem e mesmo ao espaço para a apresentação, mas no fim das contas a determinação superou as dificuldades, como sempre deve acontecer.
HellLight
A primeira a se apresentar foi o Lúgubres, que demonstrou uma evolução do estilo em comparação com o apresentado em seu split com Les Memoires Fall. Na fase atual da banda o uso de duetos de guitarras e de vocais guturais foram um diferencial marcante.
Em seguida subiu o HellLight, que manteve seu padrão de qualidade já conhecido e esperado. Infelizmente, como também previsto e esperado, as (ótimas) músicas deles são muito longas, e devido ao horário, tive que sair antes do fim da apresentação. Algum dia ainda espero ver uma apresentação deles completa...

Review: O.P.O. - Dark Mind Order

Is it possible for a highly claustrophic and oppressive experience to be a breath of fresh air for the person experiencing it? This first work by the  one-man-band helmed by Frater Danoch answers to this seemingly obvious question with a surprising "Yes!"
What we find here is a combination of several layers of guitar with dissonant distortion playing slow and plodding riffs, followed by assorted sound samples, which grant a dark and oppressive feeling, completely suitable to the cover art of the album. Overall, we can clearly perceive inspiration on bands as Thergothon, Sun O))), Skepticism, Zaraza and even somethings apart from the comfort zone of the heavy metal enthusiasts, such as the experimental composers Philip Glass and John Cage (the latter is an influence declared by Frater Danoch). Finally, for those who have the opportunity, I recommend to listen to this work in random order while watching the 1991 experimental horror movie Begotten. The claustrophobic feeling will be at least cubed!
Full Begotten film at Youtube WARNING! THIS IS SOME CREEPY STUFF!: http://www.youtube.com/watch?v=TCegnCnCsjE

Resenha: O.P.O. - Dark Mind Order

Pode uma experiência altamente claustrofóbica e opressiva ser um fôlego de ar fresco para a pessoa que a experimenta? Este primeiro trabalho da one-man-band capitaneada por Frater Danoch responde esta pergunta aparentemente óbvia com um surpreendente "Sim!"
O que ouvimos aqui é uma combinação de diversas camadas de guitarras com distorções dissonantes executando riffs lentos e carregados, com o acompanhamento de samples sonoros variados, que conferem uma sensação opressiva e sombria, plenamente compatível com a ilustração de capa do trabalho. De maneira geral, percebe-se claramente no material a inspiração de bandas como Thergothon, Sun O))), Skepticism, Zaraza e até de coisas mais distantes da zona de conforto do fã de metal, como os compositores experimentais Philip Glass e John Cage (este último uma influência declarada de Frater Danoch). Por fim, para quem tiver a oportunidade, recomendo ouvir este material em ordem aleatória ao mesmo tempo em que assiste o filme de horror experimental Begotten, de 1991. A sensação claustrofóbica será elevada ao cubo, no mínimo!
Filme Begotten completo no Youtube AVISO! A COISA É PESADA!: http://www.youtube.com/watch?v=TCegnCnCsjE

Review: Espasmos do Braço Mecânico - Negative Vibrations

Listening to this 11-tracked play brings to mind a claustrophobic, suffocatting and oppressive notion, that recalls life in the metropolis. Not the utopian notion of metropolis as an environment for progress and enlightened minds, but as the frantical reality of the hectic, demanding and tiring life in the 21st century. The album starts with two tracks that clearly and directly express such urban urgency. Another highlight is the third track, Enterrado no Lixo, emphasizing the notion of frustration with a life that the more it demands from a person, the more it suffocates her.
Another interesting feature of the band can be perceived in tracks such as Social, which present a balance between supposedly laid-back guitars and dissonant progressions, with a sound characterized by clear low ends and saturated high ends, remarking even more the oppressive feeling. The album ends with the fierce and suffocating Até o Pescoço, in whose lyrics a connection can be seen with the band's own name (Portuguese for "Spasms of the Mechanical Arm". The lyrics at hand are Portuguese for "These movements do not belong to me").
Finally, it is a great thing to see a band that dares to play post-punk right in the 21st century and to do so without sounding as a rehashed copy of Bauhaus, conversely, they redeem the pioneering spirit of the aforementioned band.

Resenha: Espasmos do Braço Mecânico - Negative Vibrations

Ao ouvir este play com onze faixas, a sonoridade com traz à mente uma noção claustrofóbica, sufocante e opressiva, que remete à vida nas metrópoles. Não a noção utópica da metrópole como um ambiente de progresso e mentes iluminadas, mas sim a realidade frenética da vida apressada, exigente e desgastante do século XXI. No início do álbum nos defrontamos com dois temas que expressam de forma bem clara e direta essa urgência urbana. Outro destaque é a terceira faixa, Enterrado no Lixo, reforça bem a noção de frustração com uma vida que quanto mais exige da pessoa, mais a sufoca.
Outra faceta interessante da banda pode ser percebida em faixas como Social, que apresentam um equilíbrio entre melodias supostamente tranquilas com progressões dissonantes e um timbre de guitarra com graves límpidos e agudos saturados, reforçando ainda mais a sensação opressiva. O álbum termina com a feroz e sufocante Até o Pescoço, em cuja letra percebe-se até mesmo uma conexão com o próprio nome da banda ("Esses movimentos não são meus!).
Enfim, bom ver uma banda que se arrisca a tocar pós-punk em pleno século XXI e fazê-lo sem soar como uma cópia datada de Bauhaus, pelo contrário, antes resgatando o pioneirismo da referida banda.

Fanpage: https://www.facebook.com/espasmosdobracomecanico

Review: Eternyx - Unknown Way

And here we are again with yet another female-fronted symphonic metal ban. Hailing from Rio de Janeiro, Eternyx presents in this full-lenght album with 38 minutes of duration, 10 songs that sometimes are leaned to the unavoidable comparison with After Forever, but in other moments manage to develop a very own identity, with a leaning toward the more extreme sides of metal, even more than what was heard in the early career of the Dutch band. They even manage to achieve a balance between these two currents in tracks as the excellent Lake of Tears, whose extreme moments are not limited to a growling vocal over melodic instrumental. It is nice to see that finally we are in an age when people know how to make symphonic metal without restricting themselves to ape After Forever/Epica, as can be proved by bands as Semblant and Rhevan, besides Eternyx, here.
Website: www.eternyx.net

Resenhas: Eternyx - Unknown Way

Novamente estamos aqui com uma banda de metal sinfônico com vocais femininos. Os cariocas do Eternyx apresentam neste álbum cheio com 38 minutos de duração 10 sons que em alguns momentos pendem para a inevitável comparação com o After Forever, mas em outros conseguem desenvolver identidade própria, com uma inclinação para os lados mais extremos do metal maior até do que aquela encontrada no início de carreira da banda holandesa. Eles conseguem até mesmo alcançar um equilíbrio entre essas duas vertentes em faixas como a excelente Lake of Tears, cujos momentos extremos não se contentam em ser vocal gutural por cima de instrumental melódico. É bom ver que estamos, finalmente, em uma época em que as pessoas sabem fazer metal sinfônico sem se restringir a imitar After Forever/Epica, como comprovam bem bandas como Semblant e Rhevan, além do Eternyx, aqui.
Website: www.eternyx.net