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Review: Fates Prophecy - The Cradle of Life

Fates Prophecy is already a considerably experienced band, and they come back full force with their fourth album, the first to feature the singer Ricardo Peres.
Here we have a merge between traditional and melodic heavy metal (at times, as in New Degeneration or the title track, it brings to mind Helloween with Andi Deris). Ricardo has something in his voice that even brings to mind Ripper Owens in more aggressive songs, as the opening track 24-7 Death. The speed keeps a somewhat tame pace, without becoming power metal (I confess that at times I miss it a little).
The guitar work is very tight knit, though without surprises; they just do their work and do it in the correct manner. This is not a complaint, indeed, but one can't help feeling this lack of a little more boldness in the sound. This may even be due to the fact that this is a transition album, a portrayal of the and the singer trying to find themselves before jumping to higher flights (this is what I hope, at least).
Having said that, the band's initiative to make this album available for hearing and download is commendable, and it should be known by anyone not yet acquainted with their work who enjoys this hybrid between melodic and traditional metal.
Soundcloud (album download or listening, track by track):

Resenha: Fates Prophecy - The Cradle of Life

O Fates Prophecy é uma banda já com bom tempo de estrada, que volta à carga com este seu quarto álbum, o primeiro com o vocalista Ricardo Peres.
Temos aqui um heavy metal com um pé no melódico e outro no tradicional (em alguns momentos, como em New Degeneration ou na faixa-título, chega a lembrar o Helloween já com Andi Deris). O timbre de Ricardo tem algo que lembra momentos de Ripper Owens em músicas mais agressivas, como a faixa de abertura 24-7 Death. A velocidade segue um ritmo contido, sem enveredar para o power metal (confesso que em alguns momentos sinto falta disso).
O trabalho das guitarras é caprichado, embora pouco surpreendente, elas simplesmente fazem seu trabalho e o fazem corretamente. Não é algo a se reclamar, de fato, apenas sente-se a falta de um pouco mais de ousadia no som. Talvez seja até mesmo fruto deste ser um álbum de transição, um retrato da banda e do vocalista se encontrando mutuamente antes de partirem para vôos mais ousados (é o que espero, pelo menos).
Tendo dito isto, a banda merece cumprimentos por sua iniciativa de disponibilizar este álbum gratuitamente para audição e download no Soundcloud, e deve ser conhecida por quem ainda não está familiarizado com seu trabalho e curte esse meio termo entre o metal melódico e o tradicional.
Soundcloud (download ou audição do álbum, faixa a faixa):

Live Review: Eclipse Doom Fest VI

A Brazilian doom metal festival. For many years, this idea was a kind of utopia, but since 2008, with plenty of hard work and force of will from those involved in the scene interested in seeing it increase, that became a reality, in the form of Eclipse Doom Fest, that seeks to gather national doom bands and give them the time needed for them to play a good set, instead of squeezing it in a short time span between bands of faster styles. Since last year, the festival started to happen in the city of São Paulo, and this year's edition was, with no shadow of doubt, the best event I attended to in 2013, and it is at least among the top five in my life. What made this event so much special? That feeling of union that I have not felt in such large scale for a long time. It was great to meet personally people I only knew via internet, or even to be able to hold longer conversations with people I already knew, but in other occasions had been able only to exchange some few words. Add to that a booth for sales of high quality material (though the quantity was unfortunately very limited), a venue with a very picturesque atmosphere (Hole Club deserves its name! A subterranean space with no interference of external light whatsoever) and bands of the highest quality, which already have their names engraved in the history of the style in the country, and you can't help being amazed with the night. But I'm being subjective here. Let's proceed to the objective points of the event:
Soul's Silence (photo by Cielinszka)
The night was started with Soul's Silence, from São Paulo, presenting a set mixing themes from their first demo and newer material. It is interesting to notice how in a live situation the band's sound presents a very clear element of the 70's sound, at some moments event sounding somewhat psychedelic. They started warming everyone up and serving as a preview to the level of quality that we would see through the night, never losing the energy in a single moment.
Bullet Course & Cielinszka (photo by Julie Sousa)
After an interval to check the merch booth (and to get an Amarna Sky CD, to be reviewed soon), the stage was taken by Bullet Course, headed by the bassist/vocalist Daiton Arkn, (one of the people in charge for the organization of the event, by the way), which after an intro with heavy guitars as a counterpoint to a cello played by Cielinszka, collaborator of Doom Metal BR and head at Persephone Dark Clothes, delighted us with an energetic death doom with a sound somewhat faster than the average for the style. Their sound is full of quality and personality, it is actually difficult to draw parallels with other known names. I really hope to hear more from this band, they pleased me a lot.
Lachrimatory (photo by Julie Sousa)
Another break and more time to have some talk with friends who were at the same time old and new, and soon the stage was taken again, this time by Lachrimatory, the band which I was more than a month eager to see live. And they did not disappointed in any moment. Indeed, to this moment, I'm still impressed with their sound. A completely eerie doom, with passages influenced by the great names of the 90's (specially My Dying Bride) and the darkest shapes possible of funeral doom. Throw into it the fully dedicated performance from the vocalist/keyboarder Ávila Schultz (it is hard to see such an expressive keyboarder) and we have here (not to take any merit from the other bands) the high point of the night.
HellLight (photo by Cielinszka)
Finally, for a closing, we had the one that is certainly the most active doom metal band in São Paulo (I dare not say from Brazil, tought I have an impression it may be true), HellLight, that presented itself in their best shape, showing the difference it makes to play in a venue with gear able to endure the intensity of their sound. I don't remember, in any occasion, having heard Fábio's clean vocal lines with so much clarity. And to top that, they came with a renewed set, full of material from their upcoming album, No God Above, No Devil Below. Funeral doom of the highest quality, with long songs and a balance between clean vocals (at times doubled between Fábio and the keyboarder Rafael) and growls.
The overall balance was extremely positive, far beyond my best optimistic expectations. The structure was great, the bands too, and the same for the human element. There is nothing else to add that may not sound redundant, only that I expect anxiously for next year's edition, and hope to see more and more bands from the whole Brazil showing the power of the style around here, against all expectations.

Resenha de Show: Eclipse Doom Fest VI

Um festival de doom metal brasileiro. Durante vários anos, essa ideia foi uma utopia, porém, desde 2008, com muita força de vontade e trabalho duro dos envolvidos na cena que se interessam em vê-la crescer, isto tornou-se uma realidade, na forma do Eclipse Doom Fest, que busca reunir bandas nacionais de doom e dar o tempo necessário para que elas toquem um set decente, em vez de terem de espremer seu repertório em um tempo curto entre bandas de sonoridades mais aceleradas. Desde o ano passado, o festival passou a ser realizado na cidade de São Paulo, e a edição deste ano sem sombra de dúvidas já figura como o melhor evento em que compareci em 2013 e está pelo menos entre os cinco melhores de minha vida. O que fez do evento algo tão especial? Aquela sensação de união que eu não sentia em proporções tão grandes fazia muito tempo. Foi muito legal conhecer pessoalmente gente que eu só falava via internet, ou mesmo poder manter conversas mais prolongadas com gente que eu já conhecia mas apenas havia trocado algumas breves palavras em outras ocasiões. Some a isso o fato de ter um estande de venda de materiais de alta qualidade (embora a quantidade fosse infelizmente bem limitada), uma casa de show com atmosfera bem pitoresca (o Hole Club merece seu nome! Um espaço subterrâneo sem nenhuma interferência de iluminação externa) e bandas de altíssima qualidade, que já têm seus nomes marcados na história do estilo no país, e não há como não ficar maravilhado com a noite. Mas já estou sendo subjetivo. Vamos aos pontos objetivos do evento:
Soul's Silence (foto por Cielinszka)
A noite começou com os paulistas do Soul's Silence, que apresentaram um repertório mesclando sons de sua primeira demo e materiais inéditos. Interessante como ao vivo o som da banda apresenta de maneira bem clara um elemento de influência setentista, chegando mesmo a soar psicodélico em alguns momentos. Começaram já esquentando bem e servindo como prévia do nível de qualidade que veríamos a noite toda, sem decair em um momento sequer.
Bullet Course & Cielinszka (foto por Julie Sousa)
Após um intervalo para conferir o estande de materiais (e arranjar um CD do Amarna Sky, a ser resenhado em breve), sobe ao palco o Bullet Course, capitaneado pelo baixista/vocalista Daiton Arkn, (um dos responsáveis pela organização do evento, a propósito), que após uma intro com guitarras pesadas em contraponto ao cello executado por Cielinszka, colaboradora do Doom Metal BR e responsável pela Persephone Dark Clothes , nos deliciou com um death doom vigoroso e de sonoridade um tanto mais veloz que a média do estilo. Um som com muita qualidade e personalidade, de fato fica um pouco complicado traçar paralelos com outros nomes do estilo. Espero ouvir mais vezes esta banda, me agradou muito.
merchandise das bandas (e pegar um CD do
Lachrimatory (foto por Julie Sousa)
Mais uma pausa e mais tempo para jogar conversa fora com amigos que eram ao mesmo tempo velhos, e em breve estava no palco o Lachrimatory, a banda que fiquei mais de um mês ansioso por ver ao vivo. E eles não decepcionaram em nenhum instante. De fato, até agora estou impressionado com a sonoridade dos caras. Um doom completamente tétrico, com passagens transitando entre as influências dos grandes nomes dos anos 90 (especialmente My Dying Bride, inevitavelmente) e as formas mais sombrias possíveis do funeral doom. Junte a isso uma performance completamente dedicada do vocalista/tecladista Ávila Schultz (difícil ver um tecladista tão expressivo) e pronto, temos aqui (sem desmerecer qualquer das outras bandas) o ponto alto da noite.
HellLight (foto por Cielinszka)
Por fim, para fechar a noite, tivemos aquela que é sem dúvida a mais ativa banda de doom metal de São Paulo (não ouso dizer do Brasil, embora tenha certa suspeita a esse respeito), o HellLight, que se apresentou em plena forma, mostrando a diferença que faz tocar em uma casa cuja aparelhagem aguenta a intensidade de seu som. Eu não me lembro de ter ouvido com tanta clareza as linhas vocais limpas de Fábio em outras ocasiões. E para ajudar, eles chegaram com um repertório renovado, repleto de material de seu próximo álbum, No God Above, No Devil Below. Funeral doom da mais alta qualidade, com músicas longas e um equilíbrio entre vocais limpos (em alguns momentos dobrados entre Fábio e o tecladista Rafael) e guturais.
O saldo geral da noite foi extremamente positivo, além das minhas expectativas mais otimistas. O elemento de estrutura estava ótimo, as bandas também e o elemento humano idem. Não há nada mais o que adicionar que não soe redundante, apenas que espero ansiosamente pela edição do ano que vem e espero ver cada vez mais bandas de todo o Brasil mostrando a força do estilo por aqui, contra todas as expectativas.