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Entrevista: Endimion (Chile)

Olá, Matias! Em primeiro lugar, gostaria de apresentar a banda aos nossos leitores?
Bom, o Endimion é uma banda Doom Death do Chile, nascida em 2005. Nossa música se encaixa no antigo Doom Death, como o trio da Peaceville no começo, mas com várias influências do Black, Death e Doom Metal mais recente, além de um pouco de rock ... é uma convergência de vários elementos!

Quais são as principais influências da banda?

Mmmmh, é difícil dizer... Como já falei, há muita influência do que faziam o My Dying Bride e o Anathema no início, nossas primeiras músicas (as que aparecem no álbum) são notavelmente influenciadas por essas bandas, essas músicas têm mais de 5 anos cada! Mas atualmente estamos explorando outros sons; extraindo elementos do punk, do prog metal, sem perder a essência Death Doom que nos levou a criar o Endimion, isso é algo que será refletido em um próximo álbum.

A banda está lançando o seu primeiro álbum completo, Cancion desde la voz primera. Fale um pouco sobre o álbum. Há planos de sair em turnê com ele? Talvez até tocar no Brasil?

É isso mesmo, nosso primeiro álbum é meio que um processo de fechamento, quisemos capturar as músicas que originaram a banda, que são como hinos que soaram 5 ou 6 anos atrás, quando acabávamos de sonhar em fazer um show… uma vez.
Quanto a uma turnê com este álbum, me parece difícil; planejamos alguns shows em nossa cidade (Concepción) e mais alguns em Santiago. Nós não temos os meios de sair do país para promover nosso material. Se alguém quiser nos ajudar a ir para o Brasil, não teremos problemas! É só avisar, hehehehe.

A capa do debut da banda
O Chile parece ter uma cena metálica bem saudável, especialmente com relação ao doom metal. Como você vê essa cena em comparação com países vizinhos como Brasil, Argentina, Peru, etc?

Creio que a cena Doom Metal na América Latina está ganhando cada vez mais força, porém, os países que causam esse movimento são o Chile, o Peru e o Brasil; esses três países possuem uma cena bem forte! Em outros países há outras cenas fortes de metal, a Argentina não tem muito Doom, nem a Venezuela, a Bolívia, etc.
Eu não sei como funciona no Brasil, mas no Peru, a comunidade doom metal é bem organizada, e aqui no Chile também há organizações que fazem festivais de doom metal que podem se tornar referência para a América do Sul, temos a sorte de ter muitas bandas do estilo em nosso país, algumas das quais são reconhecidas internacionalmente, como o Mar de Grises, Poema Arcanus, Lapsus Dei… entre muitas outras.

Como funciona a cena chilena? Há um senso de união entre as bandas ou eles são cada uma por si?

Como eu disse, somos um pouco organizados, fazemos shows médios, onde podemos divulgar novas bandas e curtir as clássicas. Há comunicação entre várias bandas, muitas delas são amigas, também há uma comunidade chilena de doom metal, onde temos um cadastro bem completo da cena doom metal nacional. Ele está temporariamente hospedado em www.doomdeathanddarkness.tk.... Dê uma passada por lá!!

Você também tinha um projeto de poesia, o Gruntode. Ele ainda está na ativa?

Sim, o Gruntode permanece na ativa, apenas está dando uma respirada, logo uma nova coletânea de poesias urradas com som acústico (talvez não tão acústico) verá a luz do dia. Ela surpreenderá os poucos que conhecem o projeto...

O que você vê como as principais dificuldades aqui na América do Sul para que tenhamos uma cena mais forte e participativa?

Acho que a principal dificuldade é a distância geográfica entre um país e o outro...  e mesmo dentro dos países, a distância entre as cidades. Esses fatores podem influenciar um movimento como o da Europa, onde cada país é como uma cidade em um país lationo-americano, então é bem fácil fazer um show internacional. Por exemplo, se o Endimion fosse tocar no Brasil, viajando por terra levaríamos mais de 36 horas! E de avião, seria terrivelmente caro!
Creio que a primeira coisa seja fortalecer as cenas locais, fazendo com que cada país tenha seu próprio circuito, e depois disso, começar a expandir, juntos. Se não houver cenas locais organizadas, dificilmente haverá uma cena latino-americana unida.

Você pode dar suas opiniões sobre o cristianismo e o metal cristão? Você acha possível que uma banda seja sincera ao mesmo tempo sobre o metal e sua fé?

Pessoalmente, eu não tenho nada contra o cristianismo, embora eu não concorde com suas crenças; cada pessoa é livre para seguir o que mais lhe satisfaz. Quanto ao metal cristão, eu creio que uma banda pode expressar sua fé através do metal, creio que a música, o que quer que seja, é a melhor maneira de expressar um pensamento, uma ideologia ou sentimentos. E se existe um metal satânico, supõe-se que também haja um metal cristão.

Bom, Matias, obrigado pelo seu tempo e sua atenção, fique à vontade para deixar algumas palavras para nossos leitores!

Ok! Obrigado pelo seu tempo e tudo de bom para os leitores do The Book Zine, e espero que curtam nossa música. Doom On!

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