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Resenha: Torture Squad - Esquadrão de Tortura (guest post)

Qual não foi minha surpresa alguns dias atrás ao abrir o Facebook e ver na timeline do mano Rafael Romanelli, guitarrista/vocalista da banda LeatherFaces, uma grande resenha do novo trabalho do Torture Squad? Fiquem com o guest post do Rafael e em seguida vão ouvir um pouco de Torture Squad e LeatherFaces!


"Antes de ouvir o álbum inteiro tinha apenas escutado a faixa "No Escape From Hell" e vou dizer que de cara já senti uma energia nova neste som e até "me precipitando" na semana passada, arrisquei dizendo que seria o melhor trabalho já feito pelo Torture Squad! Bom, ouvi hoje na íntegra o disco e o que ACHEI, não estava errado...

"Esquadrão de Tortura" é um disco que soa tão preciso, pesado, técnico e SIM COM FEELING que fiquei chocado! Faixas como a própria "No Escape From Hell", "Pull The Trigger" (talvez a maior do disco e mais trabalhada), "Pátria Livre" (com participação do João Gordo), "Wardance" (uma fúria brutal de Thrash e Death Metal) e acho que minha favorita até então "Never Surrender", onde André Evaristo não demonstra só sua baita competência como guitarrista (base e solo), e sim agora um grande frontman e vocalista! Outro fator que demonstra uma banda muito mais pé no chão e segura, essa nova formação (antiga na verdade) realmente deu um UP uma energia renovada que, eu particularmente achava que precisavam. Outro ponto muito importante é de se tratar de um disco conceitual... normalmente quando uma banda diz lançar algo conceitual, fãs mais conservadores torcem o nariz. Por muitas vezes pelo fato da banda deixar um disco cansativo e até mesmo soando muito diferente do que é o "chavão" a característica da banda. Mas não é o caso do "Esquadrão de Tortura", aliás, passa longe! É incrível como as músicas, sim tem uma ligação entre elas, muito claras por sinal, mas o disco não soa cansativo nem por um momento. Uma paulada atrás da outra que só te instiga a querer saber o que vai vir de novo faixa pós faixa. Isso sem esquecer da cozinha feita por Castor Torture Squad e Christófaro Amilcar. Músicos de um nível excepcional e mostrando cada vez mais maturidade e pé no chão, mostrando que eles tem suas próprias características que nunca sumiram no Torture Squad e sim amadureceram a cada disco. Eu como fã, e já acompanhando durante um bom tempo a carreira dos caras, "Esquadrão de Tortura" é tudo o que SEMPRE QUIS ouvir vindo da banda Torture Squad. E não é rasgação de ceda não, é um trabalho transparente que demonstra de todas as formas possíveis um trabalho sério, bem feito, de bom gosto e que o Torture esta mais vivo do que nunca com os dois pé na nuca! Quem quiser adquirir ele digitalmente só acessar o link abaixo... agora quem for comprar o material físico só semana que vem!

Obs.: Parabéns caras, creio que esse novo trabalho irá abrir muito mais portas para voces. E torço por isso."


Só completando, os canais para obter a versão digital desse material enquanto não lançam o físico:




Review: Visceral Slaughter - Caedem

This debut album is, actually, less of a debut and more the continuation of a solid legacy, started when the band was termed Anonymous Hate. After the demise of their guitar player Heliton Coelho, the remaining members kept ahead on their struggle, with a new identity and a high quality work.
The band's personality is easily recognized, but we also notice a more aggressive approach to the drums (for instance, the intro to Reign of Hypocrisy, or all the variations in Blood and Pain), as well as the insertion of breakdowns that don't come even close to sound as mallcore (as we may check out in the crushing Human Wreckage).
Overall, it is a death/grind that balances well the two parts of the equation, something as a middle ground between Deicide/Krisiun and Terrorizer/Napalm Death. An excellent album on its own, but also a great tribute to their fallen comrade and another evidence that the Brazilian metal scene is much richer than what may seem based only on bands in the South-Southeast regions of the country.

Contacts:
visceralslaughter@gmail.com
https://www.facebook.com/VisceralSlaughter/

Resenha: Visceral Slaughter - Caedem

Este álbum de estreia da banda amapaense é, na verdade, menos uma estreia e mais a continuação de um legado sólido, iniciado quando a banda atendia por Anonymous Hate. Após o falecimento de seu guitarrista Heliton Coelho, os membros restantes prosseguiram na luta com uma nova identidade e um trabalho de qualidade.
A personalidade musical da banda é facilmente reconhecida, mas percebe-se uma execução mais agressiva da bateria (vide a introdução de Reign of Hypocrisy, por exemplo, ou todas as variações em Blood and Pain), além da inserção de breakdowns que não chegam nem perto de soar como mallcore (como podemos confirmar na esmagadora Human Wreckage).
Em termos gerais, trata-se de um death/grind que equilibra bem as duas partes da equação, algo como um meio termo entre Deicide/Krisiun e Terrorizer/Napalm Death. Um álbum excelente por si só, mas também como homenagem ao companheiro caído e como mais uma prova que a cena metal brasileira é muito mais rica do que pode parecer com base apenas nas bandas do eixo Sul-Sudeste do país.

Contatos:
visceralslaughter@gmail.com
https://www.facebook.com/VisceralSlaughter/

Review: Fates Prophecy - The Cradle of Life

Fates Prophecy is already a considerably experienced band, and they come back full force with their fourth album, the first to feature the singer Ricardo Peres.
Here we have a merge between traditional and melodic heavy metal (at times, as in New Degeneration or the title track, it brings to mind Helloween with Andi Deris). Ricardo has something in his voice that even brings to mind Ripper Owens in more aggressive songs, as the opening track 24-7 Death. The speed keeps a somewhat tame pace, without becoming power metal (I confess that at times I miss it a little).
The guitar work is very tight knit, though without surprises; they just do their work and do it in the correct manner. This is not a complaint, indeed, but one can't help feeling this lack of a little more boldness in the sound. This may even be due to the fact that this is a transition album, a portrayal of the and the singer trying to find themselves before jumping to higher flights (this is what I hope, at least).
Having said that, the band's initiative to make this album available for hearing and download is commendable, and it should be known by anyone not yet acquainted with their work who enjoys this hybrid between melodic and traditional metal.
Soundcloud (album download or listening, track by track): https://soundcloud.com/fates-prophecy

Resenha: Fates Prophecy - The Cradle of Life

O Fates Prophecy é uma banda já com bom tempo de estrada, que volta à carga com este seu quarto álbum, o primeiro com o vocalista Ricardo Peres.
Temos aqui um heavy metal com um pé no melódico e outro no tradicional (em alguns momentos, como em New Degeneration ou na faixa-título, chega a lembrar o Helloween já com Andi Deris). O timbre de Ricardo tem algo que lembra momentos de Ripper Owens em músicas mais agressivas, como a faixa de abertura 24-7 Death. A velocidade segue um ritmo contido, sem enveredar para o power metal (confesso que em alguns momentos sinto falta disso).
O trabalho das guitarras é caprichado, embora pouco surpreendente, elas simplesmente fazem seu trabalho e o fazem corretamente. Não é algo a se reclamar, de fato, apenas sente-se a falta de um pouco mais de ousadia no som. Talvez seja até mesmo fruto deste ser um álbum de transição, um retrato da banda e do vocalista se encontrando mutuamente antes de partirem para vôos mais ousados (é o que espero, pelo menos).
Tendo dito isto, a banda merece cumprimentos por sua iniciativa de disponibilizar este álbum gratuitamente para audição e download no Soundcloud, e deve ser conhecida por quem ainda não está familiarizado com seu trabalho e curte esse meio termo entre o metal melódico e o tradicional.
Soundcloud (download ou audição do álbum, faixa a faixa): https://soundcloud.com/fates-prophecy

Live Review: Eclipse Doom Fest VI

A Brazilian doom metal festival. For many years, this idea was a kind of utopia, but since 2008, with plenty of hard work and force of will from those involved in the scene interested in seeing it increase, that became a reality, in the form of Eclipse Doom Fest, that seeks to gather national doom bands and give them the time needed for them to play a good set, instead of squeezing it in a short time span between bands of faster styles. Since last year, the festival started to happen in the city of São Paulo, and this year's edition was, with no shadow of doubt, the best event I attended to in 2013, and it is at least among the top five in my life. What made this event so much special? That feeling of union that I have not felt in such large scale for a long time. It was great to meet personally people I only knew via internet, or even to be able to hold longer conversations with people I already knew, but in other occasions had been able only to exchange some few words. Add to that a booth for sales of high quality material (though the quantity was unfortunately very limited), a venue with a very picturesque atmosphere (Hole Club deserves its name! A subterranean space with no interference of external light whatsoever) and bands of the highest quality, which already have their names engraved in the history of the style in the country, and you can't help being amazed with the night. But I'm being subjective here. Let's proceed to the objective points of the event:
Soul's Silence (photo by Cielinszka)
The night was started with Soul's Silence, from São Paulo, presenting a set mixing themes from their first demo and newer material. It is interesting to notice how in a live situation the band's sound presents a very clear element of the 70's sound, at some moments event sounding somewhat psychedelic. They started warming everyone up and serving as a preview to the level of quality that we would see through the night, never losing the energy in a single moment.
Bullet Course & Cielinszka (photo by Julie Sousa)
After an interval to check the merch booth (and to get an Amarna Sky CD, to be reviewed soon), the stage was taken by Bullet Course, headed by the bassist/vocalist Daiton Arkn, (one of the people in charge for the organization of the event, by the way), which after an intro with heavy guitars as a counterpoint to a cello played by Cielinszka, collaborator of Doom Metal BR and head at Persephone Dark Clothes, delighted us with an energetic death doom with a sound somewhat faster than the average for the style. Their sound is full of quality and personality, it is actually difficult to draw parallels with other known names. I really hope to hear more from this band, they pleased me a lot.
Lachrimatory (photo by Julie Sousa)
Another break and more time to have some talk with friends who were at the same time old and new, and soon the stage was taken again, this time by Lachrimatory, the band which I was more than a month eager to see live. And they did not disappointed in any moment. Indeed, to this moment, I'm still impressed with their sound. A completely eerie doom, with passages influenced by the great names of the 90's (specially My Dying Bride) and the darkest shapes possible of funeral doom. Throw into it the fully dedicated performance from the vocalist/keyboarder Ávila Schultz (it is hard to see such an expressive keyboarder) and we have here (not to take any merit from the other bands) the high point of the night.
HellLight (photo by Cielinszka)
Finally, for a closing, we had the one that is certainly the most active doom metal band in São Paulo (I dare not say from Brazil, tought I have an impression it may be true), HellLight, that presented itself in their best shape, showing the difference it makes to play in a venue with gear able to endure the intensity of their sound. I don't remember, in any occasion, having heard Fábio's clean vocal lines with so much clarity. And to top that, they came with a renewed set, full of material from their upcoming album, No God Above, No Devil Below. Funeral doom of the highest quality, with long songs and a balance between clean vocals (at times doubled between Fábio and the keyboarder Rafael) and growls.
The overall balance was extremely positive, far beyond my best optimistic expectations. The structure was great, the bands too, and the same for the human element. There is nothing else to add that may not sound redundant, only that I expect anxiously for next year's edition, and hope to see more and more bands from the whole Brazil showing the power of the style around here, against all expectations.

Resenha de Show: Eclipse Doom Fest VI

Um festival de doom metal brasileiro. Durante vários anos, essa ideia foi uma utopia, porém, desde 2008, com muita força de vontade e trabalho duro dos envolvidos na cena que se interessam em vê-la crescer, isto tornou-se uma realidade, na forma do Eclipse Doom Fest, que busca reunir bandas nacionais de doom e dar o tempo necessário para que elas toquem um set decente, em vez de terem de espremer seu repertório em um tempo curto entre bandas de sonoridades mais aceleradas. Desde o ano passado, o festival passou a ser realizado na cidade de São Paulo, e a edição deste ano sem sombra de dúvidas já figura como o melhor evento em que compareci em 2013 e está pelo menos entre os cinco melhores de minha vida. O que fez do evento algo tão especial? Aquela sensação de união que eu não sentia em proporções tão grandes fazia muito tempo. Foi muito legal conhecer pessoalmente gente que eu só falava via internet, ou mesmo poder manter conversas mais prolongadas com gente que eu já conhecia mas apenas havia trocado algumas breves palavras em outras ocasiões. Some a isso o fato de ter um estande de venda de materiais de alta qualidade (embora a quantidade fosse infelizmente bem limitada), uma casa de show com atmosfera bem pitoresca (o Hole Club merece seu nome! Um espaço subterrâneo sem nenhuma interferência de iluminação externa) e bandas de altíssima qualidade, que já têm seus nomes marcados na história do estilo no país, e não há como não ficar maravilhado com a noite. Mas já estou sendo subjetivo. Vamos aos pontos objetivos do evento:
Soul's Silence (foto por Cielinszka)
A noite começou com os paulistas do Soul's Silence, que apresentaram um repertório mesclando sons de sua primeira demo e materiais inéditos. Interessante como ao vivo o som da banda apresenta de maneira bem clara um elemento de influência setentista, chegando mesmo a soar psicodélico em alguns momentos. Começaram já esquentando bem e servindo como prévia do nível de qualidade que veríamos a noite toda, sem decair em um momento sequer.
Bullet Course & Cielinszka (foto por Julie Sousa)
Após um intervalo para conferir o estande de materiais (e arranjar um CD do Amarna Sky, a ser resenhado em breve), sobe ao palco o Bullet Course, capitaneado pelo baixista/vocalista Daiton Arkn, (um dos responsáveis pela organização do evento, a propósito), que após uma intro com guitarras pesadas em contraponto ao cello executado por Cielinszka, colaboradora do Doom Metal BR e responsável pela Persephone Dark Clothes , nos deliciou com um death doom vigoroso e de sonoridade um tanto mais veloz que a média do estilo. Um som com muita qualidade e personalidade, de fato fica um pouco complicado traçar paralelos com outros nomes do estilo. Espero ouvir mais vezes esta banda, me agradou muito.
merchandise das bandas (e pegar um CD do
Lachrimatory (foto por Julie Sousa)
Mais uma pausa e mais tempo para jogar conversa fora com amigos que eram ao mesmo tempo velhos, e em breve estava no palco o Lachrimatory, a banda que fiquei mais de um mês ansioso por ver ao vivo. E eles não decepcionaram em nenhum instante. De fato, até agora estou impressionado com a sonoridade dos caras. Um doom completamente tétrico, com passagens transitando entre as influências dos grandes nomes dos anos 90 (especialmente My Dying Bride, inevitavelmente) e as formas mais sombrias possíveis do funeral doom. Junte a isso uma performance completamente dedicada do vocalista/tecladista Ávila Schultz (difícil ver um tecladista tão expressivo) e pronto, temos aqui (sem desmerecer qualquer das outras bandas) o ponto alto da noite.
HellLight (foto por Cielinszka)
Por fim, para fechar a noite, tivemos aquela que é sem dúvida a mais ativa banda de doom metal de São Paulo (não ouso dizer do Brasil, embora tenha certa suspeita a esse respeito), o HellLight, que se apresentou em plena forma, mostrando a diferença que faz tocar em uma casa cuja aparelhagem aguenta a intensidade de seu som. Eu não me lembro de ter ouvido com tanta clareza as linhas vocais limpas de Fábio em outras ocasiões. E para ajudar, eles chegaram com um repertório renovado, repleto de material de seu próximo álbum, No God Above, No Devil Below. Funeral doom da mais alta qualidade, com músicas longas e um equilíbrio entre vocais limpos (em alguns momentos dobrados entre Fábio e o tecladista Rafael) e guturais.
O saldo geral da noite foi extremamente positivo, além das minhas expectativas mais otimistas. O elemento de estrutura estava ótimo, as bandas também e o elemento humano idem. Não há nada mais o que adicionar que não soe redundante, apenas que espero ansiosamente pela edição do ano que vem e espero ver cada vez mais bandas de todo o Brasil mostrando a força do estilo por aqui, contra todas as expectativas.

Review: O Mito da Caverna - Os Condenados da Terra

"Dead Grindcore". This is the definition used by this five-piece from São Paulo to categorize their sound. Though I had already seen their live performance in the last edition of Eclipse Doom Fest, I still expected of a record to have more evident influences of grindcore or crust, with a bit of sludge, something more in the style of bands as Grief or Corrupted. So, I got very surprised (in a positive manner) listening to this first work by the band. The album has a single, 33-minutes long, track, with a pounding and bleak atmosphere. Vocals covered in echoes, alternating between despairing screams and funereal growls, guided by an austere percussion, reminiscent of a drum setting the rhythm for slaves rowing a Roman galley. The overall result is much more biased towards metal than to grind/crust/sludge, in some moments even reminding bands aimed to more quintessential forms of doom metal, such as Evoken and Disembowelment. A great band, with a sound proposal that, albeit not exactly original, is something that I, personally, do not remind to see being explored by other Brazilian bands, and it also manages to escape from the snare of making their doom a tedious sond. Indeed, even with the cyclopean duration of the song, at its end you will find yourself willing to listen to it again.

Resenha: O Mito da Caverna - Os Condenados da Terra

"Grindcore Morto". É com essa definição que este quinteto paulistano classifica seu som. Apesar de já ter presenciado sua atuação ao vivo na última edição do Eclipse Doom Fest, ainda esperava que em uma gravação as influências mais evidentes fossem mais para os lados do grind ou do crust com um pouco de sludge, algo no estilo de bandas como Grief ou Corrupted. E assim, fiquei muito surpreso de maneira positiva ao ouvir este primeiro material da banda. O CD apresenta uma única faixa, com 33 minutos de duração, em um clima pesado e cinzento. Vocais cheios de ecos, alternando entre gritos rasgados de desespero e um gutural fúnebre, conduzidos por uma bateria austera como um tambor marcando o ritmo dos escravos remadores em uma galera romana. O resultado geral tem uma inclinação muito maior para o lado do metal do que para os lados do grind/crust/sludge, chegando em alguns pontos a lembrar bandas voltadas a formas mais quintessenciais do doom metal, como Evoken e Disembowelment. Ótima banda, com uma proposta sonora que se por um lado não exatamente original, por outro é algo que não me recordo de ver sendo explorado por outras bandas nacionais, além de escapar com desenvoltura da armadilha de tornar o doom um som tedioso. De fato, mesmo com a duração ciclópica da música, ao seu fim dá vontade de ouvi-la novamente.

Live Review: Doomsday - March 22, 2013


Lúgubres
Doom metal is one of my favorite musical genres, as it has never been a secret to anyone who deigned to ask. Unfortunately, even living in the greatest city of Brazil, concerts of bands within this genre are extremely rare. Then, an event like this Doomsday is always very welcome, as it had the presence of two very active names in the scene of São Paulo: HellLight and Lúgubres.
The event took place in a venue that is not typically aimed at the underground, completelly decorated with psychedelic wall painting. Exactly for not being a place aimed at the underground, the bands had to work miracles regarding equipment and even space for the presentation, but at the end of the day, the determination overcame difficulties, as it should always be.
HellLight
The first band to play was Lúgubres, that demonstrated a clear evolution of their style compared to what was presented in their split with Les Memoires Fall. In the band's current phase, the use of guitar duets and guttural vocals were a remarking differential.
Next, came HellLight, keeping their well known and expected quality standard. Unfortunately, also as foreseen and expected, their (excellent) songs are too lenghty, and due to the time, I needed to leave before the end of their presentation. I still hope to some day see them playing to the end...

Resenha de show: Doomsday - 22 de março de 2013


Lúgubres
O doom metal é um dos meus gêneros musicais favoritos, como jamais foi segredo para ninguém que se desse ao trabalho de perguntar. Infelizmente, mesmo vivendo na maior cidade do Brasil, shows de bandas desse gênero são extremamente raros. Por isso, é sempre muito bem-vindo um evento como este Doomsday, que contou com a presença de dois nomes muito atuantes na cena paulistana, o HellLight e o Lúgubres.
O evento ocorreu em uma casa que não é tipicamente voltada ao underground, toda decorada com um esquema de pintura psicodélica nas paredes. Justamente por não se tratar de uma casa voltada ao underground, as bandas tiveram que fazer milagres com relação à aparelhagem e mesmo ao espaço para a apresentação, mas no fim das contas a determinação superou as dificuldades, como sempre deve acontecer.
HellLight
A primeira a se apresentar foi o Lúgubres, que demonstrou uma evolução do estilo em comparação com o apresentado em seu split com Les Memoires Fall. Na fase atual da banda o uso de duetos de guitarras e de vocais guturais foram um diferencial marcante.
Em seguida subiu o HellLight, que manteve seu padrão de qualidade já conhecido e esperado. Infelizmente, como também previsto e esperado, as (ótimas) músicas deles são muito longas, e devido ao horário, tive que sair antes do fim da apresentação. Algum dia ainda espero ver uma apresentação deles completa...

Review: O.P.O. - Dark Mind Order

Is it possible for a highly claustrophic and oppressive experience to be a breath of fresh air for the person experiencing it? This first work by the  one-man-band helmed by Frater Danoch answers to this seemingly obvious question with a surprising "Yes!"
What we find here is a combination of several layers of guitar with dissonant distortion playing slow and plodding riffs, followed by assorted sound samples, which grant a dark and oppressive feeling, completely suitable to the cover art of the album. Overall, we can clearly perceive inspiration on bands as Thergothon, Sun O))), Skepticism, Zaraza and even somethings apart from the comfort zone of the heavy metal enthusiasts, such as the experimental composers Philip Glass and John Cage (the latter is an influence declared by Frater Danoch). Finally, for those who have the opportunity, I recommend to listen to this work in random order while watching the 1991 experimental horror movie Begotten. The claustrophobic feeling will be at least cubed!
Full Begotten film at Youtube WARNING! THIS IS SOME CREEPY STUFF!: http://www.youtube.com/watch?v=TCegnCnCsjE

Resenha: O.P.O. - Dark Mind Order

Pode uma experiência altamente claustrofóbica e opressiva ser um fôlego de ar fresco para a pessoa que a experimenta? Este primeiro trabalho da one-man-band capitaneada por Frater Danoch responde esta pergunta aparentemente óbvia com um surpreendente "Sim!"
O que ouvimos aqui é uma combinação de diversas camadas de guitarras com distorções dissonantes executando riffs lentos e carregados, com o acompanhamento de samples sonoros variados, que conferem uma sensação opressiva e sombria, plenamente compatível com a ilustração de capa do trabalho. De maneira geral, percebe-se claramente no material a inspiração de bandas como Thergothon, Sun O))), Skepticism, Zaraza e até de coisas mais distantes da zona de conforto do fã de metal, como os compositores experimentais Philip Glass e John Cage (este último uma influência declarada de Frater Danoch). Por fim, para quem tiver a oportunidade, recomendo ouvir este material em ordem aleatória ao mesmo tempo em que assiste o filme de horror experimental Begotten, de 1991. A sensação claustrofóbica será elevada ao cubo, no mínimo!
Filme Begotten completo no Youtube AVISO! A COISA É PESADA!: http://www.youtube.com/watch?v=TCegnCnCsjE

Review: Espasmos do Braço Mecânico - Negative Vibrations

Listening to this 11-tracked play brings to mind a claustrophobic, suffocatting and oppressive notion, that recalls life in the metropolis. Not the utopian notion of metropolis as an environment for progress and enlightened minds, but as the frantical reality of the hectic, demanding and tiring life in the 21st century. The album starts with two tracks that clearly and directly express such urban urgency. Another highlight is the third track, Enterrado no Lixo, emphasizing the notion of frustration with a life that the more it demands from a person, the more it suffocates her.
Another interesting feature of the band can be perceived in tracks such as Social, which present a balance between supposedly laid-back guitars and dissonant progressions, with a sound characterized by clear low ends and saturated high ends, remarking even more the oppressive feeling. The album ends with the fierce and suffocating Até o Pescoço, in whose lyrics a connection can be seen with the band's own name (Portuguese for "Spasms of the Mechanical Arm". The lyrics at hand are Portuguese for "These movements do not belong to me").
Finally, it is a great thing to see a band that dares to play post-punk right in the 21st century and to do so without sounding as a rehashed copy of Bauhaus, conversely, they redeem the pioneering spirit of the aforementioned band.

Resenha: Espasmos do Braço Mecânico - Negative Vibrations

Ao ouvir este play com onze faixas, a sonoridade com traz à mente uma noção claustrofóbica, sufocante e opressiva, que remete à vida nas metrópoles. Não a noção utópica da metrópole como um ambiente de progresso e mentes iluminadas, mas sim a realidade frenética da vida apressada, exigente e desgastante do século XXI. No início do álbum nos defrontamos com dois temas que expressam de forma bem clara e direta essa urgência urbana. Outro destaque é a terceira faixa, Enterrado no Lixo, reforça bem a noção de frustração com uma vida que quanto mais exige da pessoa, mais a sufoca.
Outra faceta interessante da banda pode ser percebida em faixas como Social, que apresentam um equilíbrio entre melodias supostamente tranquilas com progressões dissonantes e um timbre de guitarra com graves límpidos e agudos saturados, reforçando ainda mais a sensação opressiva. O álbum termina com a feroz e sufocante Até o Pescoço, em cuja letra percebe-se até mesmo uma conexão com o próprio nome da banda ("Esses movimentos não são meus!).
Enfim, bom ver uma banda que se arrisca a tocar pós-punk em pleno século XXI e fazê-lo sem soar como uma cópia datada de Bauhaus, pelo contrário, antes resgatando o pioneirismo da referida banda.

Fanpage: https://www.facebook.com/espasmosdobracomecanico

Review: Eternyx - Unknown Way

And here we are again with yet another female-fronted symphonic metal ban. Hailing from Rio de Janeiro, Eternyx presents in this full-lenght album with 38 minutes of duration, 10 songs that sometimes are leaned to the unavoidable comparison with After Forever, but in other moments manage to develop a very own identity, with a leaning toward the more extreme sides of metal, even more than what was heard in the early career of the Dutch band. They even manage to achieve a balance between these two currents in tracks as the excellent Lake of Tears, whose extreme moments are not limited to a growling vocal over melodic instrumental. It is nice to see that finally we are in an age when people know how to make symphonic metal without restricting themselves to ape After Forever/Epica, as can be proved by bands as Semblant and Rhevan, besides Eternyx, here.
Website: www.eternyx.net

Resenhas: Eternyx - Unknown Way

Novamente estamos aqui com uma banda de metal sinfônico com vocais femininos. Os cariocas do Eternyx apresentam neste álbum cheio com 38 minutos de duração 10 sons que em alguns momentos pendem para a inevitável comparação com o After Forever, mas em outros conseguem desenvolver identidade própria, com uma inclinação para os lados mais extremos do metal maior até do que aquela encontrada no início de carreira da banda holandesa. Eles conseguem até mesmo alcançar um equilíbrio entre essas duas vertentes em faixas como a excelente Lake of Tears, cujos momentos extremos não se contentam em ser vocal gutural por cima de instrumental melódico. É bom ver que estamos, finalmente, em uma época em que as pessoas sabem fazer metal sinfônico sem se restringir a imitar After Forever/Epica, como comprovam bem bandas como Semblant e Rhevan, além do Eternyx, aqui.
Website: www.eternyx.net

Review: SubExistência - Do Kaos à Utopia

It is something usual to think about punk rock as a musically limited genre, with no much possibility of innovation. And indeed, most bands do not seem to put the effort into emphasizing their sound, which end up resulting in  pleasant surprises when we have something like this album by the veteran SubExistência, one of the punk bands with more activity time in Brazil. The album is the band's manner to celebrate its 25 years of (sub?)existence, bringing up a mix of old and new songs, such as Ódio na direção certa and Adaptado.
The sound is, as mentioned above, a traditional punk rock/hardcore, influenced by the likes of Clash, Cólera and Dead Kennedys (a clear influence of Jello Biafra can be perceived in the vocals of tracks as Explorado e Explorador), but the band manages to avoid repetitiveness with the use of elements extraneous to the style, such as harmonica, scratches and brasses.
A great idea for punk rock enthusiasts willing to hear something that deviates from the commonplace.

Resenha: SubExistência - Do Kaos à Utopia

Normalmente pensa-se no punk rock como um estilo musicalmente limitado, sem muita possibilidade de inovação. E de fato, a maioria das bandas não aparenta se esforçar em enfatizar seu som, o que resulta em surpresas agradáveis, quanto pegamos algo como este álbum do veterano SubExistência, uma das bandas punk com maior tempo de atividade no Brasil. O álbum é a forma da banda comemorar seus 25 anos de (sub?)existência, trazendo uma mescla de composições antigas com sons novos, como Ódio na direção certa e Adaptado.
O som é, como mencionado acima, um punk rock/hardcore tradicional, aos moldes de nomes como Clash, Cólera e Dead Kennedys (percebe-se claramente uma influência de Jello Biafra no vocal em faixas como Explorado e Explorador), mas a banda trata de evitar a mesmice com o uso de elementos "alienígenas" ao estilo, como gaitas, scratches e metais.
Ótima pedida para fãs de punk rock dispostos a ouvir algo que saia um pouco do lugar comum.

Review: Rhevan - One More Last Attempt

When a band really wants to find its own identity, it manages to do so. Even working with a genre commonly accused of being derivative, repetitive and short of new ideas. This is the case with Rhevan, which with a dedicated and honest work manages to imprint its own characteristics to their gothic/symphonic metal, easily escaping from the snare of sounding too similar to the bands of the Dutch school of the genre (After Forever, Epica and the like). Conversely, what we find here, allied to the typical orchestrations, are riffs inspired in the classic NWOBHM, resulting in pleasant tracks as Dark Sunrise, Drunk With the Blood of Saints, Lady of the Forest and the title-track. Overall, this is a great album, showing a band that is not afraid to work hard and go beyond labels barriers.

Resenha: Rhevan - One More Last Attempt

Quando uma banda quer ter sua identidade própria ela consegue fazê-lo. Mesmo ao trabalhar com um dos estilos mais frequentemente acusados de derivativo, repetitivo e sem novidades. É o caso do Rhevan, que com um trabalho honesto e dedicado consegue imprimir características próprias ao seu gothic/symphonic metal, escapando com folga da armadilha de soar demasiadamente semelhante às bandas da escola holandesa do estilo (After Forever, Epica e congêneres). Em vez disso, o que vemos aqui, aliados às típicas orquestrações são riffs muito inspirados na velha escola da NWOBHM, o que rende faixas agradáveis, como Dark Sunrise, Drunk With the Blood of Saints, Lady of the Forest e a faixa-título. No geral, é um ótimo álbum, mostrando uma banda que não tem medo de se esforçar e de ir além de barreiras de rótulos.

Review: Les Memoires Fall/Lúgubres - Split


Nothing better than getting started with the new year with some doom metal, right? And this is what we are doing in this first Monday of the post-apocalyptic world of 2013, introducing the debut work by these two bands from the state of São Paulo. The album is somewhat short (32 minutes), and it is started with Lúgubres, which treats us with a welcome surprise. Historically, epic doom is a style not much developed here in Brazil, and the band showcases right from the start to have all the potential to become a reference in this sub-genre in Brazilian lands. People into Solitude Aeturnus, Memento Mori, Doomsword and While Heaven Wept will feel at home with this material. Next we are introduced to Les Memoires Fall, from São José dos Campos, with their sound with a more gothic leaning, with a nice keyboard work and the shifting between raspy vocals and clean female vocals. I can't pinpoint exactly why, but they reminded me something of the old Eternal Sorrow. Finally, two bands that deserve attention, releasing a work that not only keeps alive the flame of good old doom metal, but also make clear that the style much more varied than its detractors use to claim!

Contact (Lúgubres):

Contact (Les Memoires Fall):

Resenha: Les Memoires Fall/Lúgubres - Split

Nada como dar partida no ano com um pouco de doom metal, não? E é o que fazemos nesta primeira segunda-feira do mundo pós-apocalíptico de 2013, apresentando o trabalho de estreia destas duas bandas do estado de São Paulo. O álbum é relativamente curto (32 minutos), e começa com a Lúgubres, que nos apresenta uma grata surpresa. Historicamente, o doom épico não é um estilo muito desenvolvido aqui no Brasil, e a banda mostra, logo de partida, ter todo o potencial para se tornar uma referência desse sub-gênero nestas terras. Fãs de Solitude Aeturnus, Memento Mori e Doomsword se sentirão em casa com esse material. Em seguida somos apresentados ao Les Memoires Fall, de São José dos Campos, que apresenta um som numa vertente mais gótica, com um bom trabalho de teclados e a alternância de vocais rasgados e vocais femininos limpos. Não sei exatamente porquê, mas me lembrou algo do velho Eternal Sorrow. Enfim, duas bandas que merecem a atenção e lançando um trabalho que não só mantém viva a chama do bom e velho doom metal, como também deixa bem claro que o estilo é mais variado do que seus detratores costumam afirmar!

Contato (Lúgubres):

Contato (Les Memoires Fall)