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Live Review: II Legions of Nexus

Hi, folks! Last Sunday, November 18, I was at Blackmore Rock Bar attending to the second edition of Legion of Nexus, a festival started by Fábio, HellLight's singerguitarist, aiming to promote more integration between Brazilian bands of varied styles. At a first moment, three bands were scheduled to play that night (Chemical, Rhevan and HellLight itself), and in the last minute they were joined with the presence of the Uruguayans from Radical. Going straight to the point, here it is a brief report of each band's presentation:
Radical
The night was started with Radical, distilling a thrash/crossover influenced by eighties bands as English Dogs and Warfare, and in some moments even sounding as a slightly down-tempo Extreme Noise Terror. Their interaction with the audience was great, and they were an excellent choice to start warming up the crowd.
Chemical
The next band was Chemical, playing what themselves define as "brutal thrash", or a mix between Beneath the Remains-era Sepultura, Slayer from South of Heaven/Seasons in the Abyss and Kreator from Pleasure to Kill. A devastating stage presence, insane riffs and a bass player worthy of Danny Lilker's legacy. Unmistakably, they were the best point of the night.
Rhevan
The third band was Rhevan, the main reason for me to leave home during a lazy Sunday, and they totally made it worthwhile. Releasing their second album and clearly demonstrating the experience born on stages, they made a well-rounded set of gothic/symphonic metal, with remarks for the powerful voice of Daniele Navarro and the very welcome guitar melodies inspired in the NWOBHM, as if to remember that this is a metal band, after all. It was also very interesting to see how well their sound was received, I was expecting that since the band comes from out of the Rio de Janeiro/São Paulo axis and also for playing just after two aggressive bands, the audience would be a bit more cold toward them. It was a nice thing to be wrong!
HellLight
And, finally, we get to the last band of the night, HellLight. It is shameful to confess the fact, but I standed just enough to hear the first two songs, since my way back home was bound to be a long one... But it was worthy to listen to a bit of their unlikely and surprising effective mix between Evoken and While Heaven Wept executed by the four-piece that certainly is, today, the most active name in São Paulo's doom metal scene.

Resenha de show: II Legions of Nexus Fest

Olá, pessoal! No domingo dia 18 de novembro estive no Blackmore Rock Bar para prestigiar a segunda edição do Legion of Nexus, um festival idealizado pelo Fábio, vocalista/guitarrista do HellLight com o intuito de divulgar e promover uma maior integração entre bandas nacionais de estilos diversos. Inicialmente, havia três bandas agendadas para esta noite (Chemical, Rhevan e o próprio HellLight), e de última hora elas foram reforçadas com a presença dos uruguaios do Radical. Sem mais delongas, vamos a um breve relato da apresentação de cada banda:
Radical
A noite foi iniciada com o Radical, levando um thrash/crossover com influências oitentistas na linha de English Dogs e Warfare, chegando em alguns momentos a soar até como um Extreme Noise Terror menos acelerado. Grande interação com o público e uma excelente escolha para começar a esquentar a galera.
Chemical
A banda seguinte foi o Chemical, levando o que eles mesmos definem como brutal thrash, ou uma mistura de Sepultura do Beneath the Remains, Slayer do South of Heaven/Seasons in the Abyss e Kreator do Pleasure to Kill. Presença de palco devastadora, riffs insanos e um baixista digno do legado de Danny Lilker. Sem medo de errar, o ponto alto da noite.
Rhevan
A terceira banda foi o Rhevan, o principal motivo para eu ter saído de casa durante um domingo preguiçoso, e eles fizeram valer minha saída, sem dúvida. Lançando seu segundo CD e demonstrando claramente a experiência que nasce nos palcos, mandaram um set muito caprichado de um gothic/symphonic metal com os potentes vocais de Daniele Navarro e muito bem-vindas melodias de guitarra inspiradas na NWOBHM, para lembrar que é, afinal, uma banda de metal. Foi interessante ver também que o som deles foi muito bem recebido, eu esperava que por ser uma banda fora do eixo RJ-SP e ainda por tocar depois de duas bandas agressivas, o público fosse um pouco frio. Bom ter me enganado!
HellLight
E por fim, chegamos à última banda da noite, o HellLight. Me envergonha admitir o fato, mas só fiquei o suficiente para ver as duas primeiras músicas, pois o meu caminho de volta para casa ainda seria longo... Mas valeu a pena ouvir um pouco da insólita e surpreendentemente eficiente mescla de Evoken e While Heaven Wept praticada pelo quarteto que hoje é sem dúvida o nome mais ativo da cena doom na cidade de São Paulo.

Comunicado: Sentenced Soil

Olá, pessoal! A maioria de vocês não deve saber, mas nesse período em que fiquei longe do blog, entrei como vocalista em uma banda de gothic doom aqui de São Paulo, o Sentenced Soil. A banda está na ativa desde 2010, tendo iniciado suas atividades como cover do Draconian, mas hoje estamos compondo sons próprios e pretendemos seguir esse caminho. E para que tenhamos sucesso nessa empreitada, falta um elemento importante: um baterista. Estamos em pleno ritmo de composição, as ideias fervilham e a vontade de tocar é imensa. Então, se você é um baterista ou conhece um, realmente apaixonado por doom metal, entre em contato pelo perfil da banda no Facebook (www.facebook.com/sentencedsoil), pela fanpage (www.facebook.com/SentencedSoilBand - aproveite e curta) ou até mesmo por e-mail (heder.osny@gmail.com). Estamos ansiosos para fazer o som!

Review: Anonymous Hate - Red Khmer

Hello, folks! After a LONG absence, here we are finally again with a new post and a new layout as a gift. Hope you all like it! What we have here to you today is the Red Khmer EP, by Anonymous Hate, hailing from the Brazilian state of Amapá. The band, established in 2007, has been struggling for their space and proving their value in the underground, and what they present us here is a great death metal with modern grindcore influences. We have blastbeats running wild, spicy guitars, high-pitched solos and a rhytm reminding something like Nasum and Misery Index. The play presents  (after an intro) 3 own songs, alternating between groovy parts and the aforementioned blastbeats (highlights for the song Created to Kill), besides covers from Ratos de Porão, Terrorizer and Obituary. A really inspired playlist.
I advise you to pay attention to this band, if they keep this rhythm and quality, it will not be long before they get a greater space in the scene.

Resenha: Anonymous Hate - Red Khmer

Olá, pessoal! Após uma LONGA ausência, finalmente aqui estamos com um novo post e de brinde um layout novo. Espero que tenham gostado! E o que temos aqui para apresentar é o EP Red Khmer dos amapaenses do Anonymous Hate. A banda, formada em 2007, vem batalhando por seu espaço e provando seu valor no underground, e o que eles nos apresentam aqui é um belo de um death metal com influências de um grindcore mais moderno. Temos blastbeats comendo soltos, guitarras bem ardidas, solos agudíssimos e uma levada que lembra bem algo entre Nasum e Misery Index. O play apresenta (depois de uma intro) 3 sons próprios, alternando entre levadas cadenciadas e os já citados blastbeats (com destaque para Created to Kill), além de covers de Ratos de Porão, Terrorizer e Obituary. Um playlist realmente inspirado.
Aconselho a prestarem atenção nesta banda, seguindo esse ritmo e essa qualidade, ela não demorará para conseguir um destaque no cenário.

Review: Ascoculto - Reanimator

Grindcore. Made with excellence. This veteran Chilean band prizes us with a sound characteristic of those who know what they are doing. Monstrous and doubled vocals, guitars with a heavy and somewhat "wet" distortion, and plenty of death metal influences. Indeed, in some tracks, such as Ed Gein, what really stands out to remind us that this is a grindcore work, not a death metal one, is the span of the songs. Overall, it sounds as a grotesque mix of intermediate era Carcass, Unleashed, Haemorrhage and Mortician with a human drummer. As I said, this is a veterans' sound, made by those who know what they are doing, with crystal clear production and urreproachable brutality.

Resenha: Ascoculto - Reanimator

Grindcore. Dos mais caprichados. A veterana banda chilena nos brinda aqui com um som típico de quem sabe o que está fazendo. Vocais monstruosos e redobrados, guitarras com uma distorção pesada e um tanto "úmida", e generosas influências death metal. De fato, em algumas faixas, como Ed Gein, o que realmente se sobressai para nos lembrar que se trata de um trabalho grind, não death, é a duração das músicas. No geral, soa como uma mistura grotesca de Carcass da fase intermediária, Unleashed, Haemorrhage e Mortician com uma bateria humana. Como dito, um som de veteranos, feito por quem sabe o que faz, com uma produção cristalina e brutalidade impecável.

Review: Arrested for Possession - Beautiful Toothless Smil

A punk Motorhead! This is how the Rio de Janeiro-born trio Arrested for Possession is configured in this straight to the point EP, with 3 punk tunes in 7 minutes. The pace imprinted reminds much of the early career of our beloved British mastodon, allied to vocals that, by their turn, bring to mind Anti-Nowhere League. The overall result gives an atmosphere of dirty Londonian streets from the seventies, in the most natural manner possible, not sounding as an effort to sound as any of the bands mentioned. Of course, we can't miss to mention the negative point in this play, that is exactly its short span. I really expect to hear more of this band in the future, since they have already earned my respect.
E-mail: arrestedforpossession@gmail.com

Resenha: Arrested for possession - Beautiful toothless smile

Um Motorhead punk! É desta forma que o trio carioca Arrested for Possession se configura neste EP curto e grosso, com 3 petardos punk em 7 minutos. O ritmo impresso lembra em muito o início de carreira do nosso amado mastodonte britânico, aliado a vocais que por sua vez trazem à mente o Anti-Nowhere League. O resultado geral dá um clima de ruas londrinas sujas da década de 70, na maior naturalidade possível, sem soar como um esforço para soar como qualquer das bandas citadas. Claro, não se pode deixar de citar o ponto negativo do play que é justamente sua breve duração. Espero ouvir mais dessa banda no futuro, pois já conquistaram meu gosto.
E-mail: arrestedforpossession@gmail.com

Communication #1

Greetings again, people!
This year 2012 has been an year of many changes in the most varied aspects of my life. And very soon, some of these changes will be reflected here upon The Book Zine and upon our  "sister blog", RPG4free.
And, in 2013, the WAR will come to you.

Comunicado nº1

Olá novamente, pessoal!
O ano de 2012 tem sido um ano de muitas mudanças e novidades nos mais variados aspectos de minha vida. E em breve algumas dessas mudanças serão refletidas aqui no The Book Zine e no "blog irmão", RPG4free.
E em 2013, a GUERRA chegará.

Live Review: Neurótikas Fest IV, August 19, 2012

This is somewhat surprising, but this event, celebrating the anniversary of the anarchist/feminist collective Neurótikas was the first time I went to Studio Noise Terror, a venue in São Paulo which already has quite a reputation as a place for gigs of the underground scene, more specifically, the punk/hardcore scene, and if in the one hand the place fits very well with the expected from an underground concert hall, in the other hand it lacks a little when it comes to size; the place is really very cramped for a location so well known and with such a large number of patrons. But lets see the bands.

Discrepante
The first band to grace us with their presence was Discrepante, with a fast and heavy crust/thrash, with a fitting response from the audience. The same audience seemed to cool down a bit with the coming of the second band, Autogestão. Maybe it was a reflect of such a sudden change of style, from a brutal crust to a more traditional punk rock, much like Ramones; but it did not take much time for the people to warm up again and to get into the band's atmosphere.
Autogestão
Subexistência
After Autogestão, we had the veterans from Subexistência, gradually adding a more aggressive flavor to the punk rock atmosphere that was already in place among the audience, getting a bigger participation from the crowd and making a more than adequate musical bridge with the fourth band,  Anti Corpos, made up predominantly by girls (which is more than adequate in the celebration of the birthday of a feminist collective), playing their song clearly influenced by the straight edge hardcore from the 90's, but unfortunately they were badly harmed by the sound equipment in the venue, that really did not collaborate. Both guitars were simply drowned in the sound and the vocalist's microphone seemed to be willing to get a vacation, too (the guys from Subexistência also had some problems with the microphone, but they still managed to be heard), leaving her helpless. But even with these setbacks, the audience had a surprisingly good response.
Anti Corpos
Finally, it was a great event, if not by the structure, at least for the fact of seeing that the bands there were happy and willing to make their best and to once more prove that the underground is made of being stronger than all the difficulties along the way.
Event photos: taken from Subexistência's Facebook profile.

Resenha de show: Neurótikas Fest IV, 19 de agosto de 2012

É algo meio surpreendente, mas este evento, marcando o aniversário do coletivo anarquista/feminista Neurótikas, foi a primeira vez que eu fui no Studio Noise Terror, espaço em São Paulo que já tem um belo de um histórico e uma reputação como casa para sons da cena underground paulistana (mais especificamente, a cena punk/hardcore), e embora por um lado o o lugar bata muito bem com o esperado de uma casa de shows underground, por outro deixa um pouco a desejar no quesito tamanho; o local realmente é bastante apertado para uma casa tão conhecida e com número tão grande de frequentadores. Mas vamos às bandas.

Discrepante
A primeira banda a nos agraciar com sua presença foi o Discrepante, com um crust/thrash bem pesado e rápido, com resposta à altura da platéia. A mesma platéia pareceu esfriar um pouco com a entrada da segunda banda, o Autogestão. Talvez seja devido a uma mudança tão brusca de estilo, de um crust brutal para um punk rock mais tradicional, a la Ramones; mas não foi preciso esperar muito para que o público novamente se aquecesse e entrasse no clima da banda.
Autogestão
Subexistência
Após o Autogestão, tivemos os veteranos do Subexistência, gradualmente adicionando um sabor mais agressivo ao clima punk rock que já se instalara no público, obtendo uma maior interação com o pessoal e fazendo uma ponte musicalmente mais do que adequada com a quarta banda, o Anti Corpos, formado predominantemente por garotas (mais do que adequado para o aniversário de um coletivo feminista) que levava um som bem influenciado pelo hardcore straight edge dos anos 90, mas que infelizmente foi bem prejudicada pelo som do local, que realmente não colaborou. As duas guitarras simplesmente desapareceram no meio do som e o microfone da vocalista aparentemente decidiu tirar férias (o pessoal do Subexistência também teve um pouco de problemas com o microfone, mas eles ainda conseguiram ser ouvidos), deixando-a na mão. Mas apesar disso, a resposta do público foi surpreendentemente boa.
Anti Corpos
Enfim, foi um bom evento, se não pela estrutura, pelo fato de ver que as bandas estavam de fato felizes e dispostas em estar lá e fazer o seu melhor e provar mais uma vez que o underground é feito de ser mais forte do que as dificuldades no meio do caminho.
Fotos do evento: retiradas do perfil do Subexistência no Facebook.

Review: Sacrário - Beyond the Violence

A brutal strike! This play from the Gaucho veterans of Sacrário clearly shows their intentions and all their weapons right from the start. A beautiful and extremelly aggressive thrash metal to the standards of the eighties, with healthy death metal influences. The German thrash metal is clearly seen as a reference here; names as Kreator, Sodom and Destruction are implicitally referenced the whole time, but never missing the opportunity to add the old good brutality from Brazilian metal(don't leave home without it). These characteristics, allied to a Jeff Walker-like vocal, makes the result sound like the aforementioned Carcass vocalist jamming with Arise-era Sepultura to play covers of the German bands at hand. Can an extreme metal fan whish anything better?

Album download: http://www.mediafire.com/?cqj1ycof2cua8dk

Resenha: Sacrário - Beyond the Violence

Que paulada! Este play dos já veteranos gaúchos do Sacrário mostra claramente suas intenções e suas armas logo de cara. Um belo de um thrash metal extremamente agressivo, aos moldes dos anos 80, com saudáveis influências death metal. Percebe-se claramente que o thrash alemão é uma referência aqui; nomes como Kreator, Sodom e Destruction são referenciados de forma implícita o tempo todo, mas sem deixar de lado a oportunidade de acrescentar a boa e velha brutalidade do metal brasileiro (não saia de casa sem ela). Essas características, somadas a um vocal a la Jeff Walker, fazem com que o resultado pareça uma jam do referido vocalista do Carcass com o Sepultura de Arise tocando covers das bandas alemãs em questão. E pode um fã de metal extremo querer algo melhor?

Download do álbum: http://www.mediafire.com/?cqj1ycof2cua8dk

Review: Planet Graveyard - Planet Graveyard

Nothing like some good old metal made from heart. Planet Graveyard is a trio established in Florida in  2009, which invests in massive servings of heaviness, downtuned guitars and short, straight to the point songs. The guitar work by Mike Cutolo is somewhat similar to that of Dimebag Darrel with Pantera, in other words: not leaning to much into pura and anti-melodic brutality, but also avoiding to tread the power metal path. Mike also responds for the vocals, and does so with a very pleasant result, remembering Slayer's own Tom Araya. Michael Sullivan's bass and Donnie Dubose drums also are very present are prove to be clearly able to ensure that the sound is not hollow, though they really didn't have an opportunity to shine in this work.
A great debut album, highly commended to appreciators of Slayer, Pantera, Machine Head, Soulfly and the like. The full album is available for download in the band's website: http://planetgraveyard.com

Resenha: Planet Graveyard - Planet Graveyard

Nada como um pouco do bom e velho metal feito com garra. O Planet Graveyard é um trio formado na Flórida em 2009, que aposta em doses cavalares de peso, guitarras com afinação grave e músicas curtas e diretas ao ponto. O trabalho de guitarra de Mike Cutolo apresenta uma certa semelhança com o de Dimebag Darrel com o Pantera, ou seja: sem descambar para a brutalidade pura e sem melodia, mas também evitando seguir para o lado do power metal. Mike também responde pela função de vocalista, e o faz com um resultado muito agradável, lembrando em muito o lendário Tom Araya do Slayer. O baixo de Michael Sullivan e a bateria Donnie Dubose também se mostram bem presentes e tranquilamente capazes de garantir que o som não fique vazio, embora eles não tenham realmente tido uma oportunidade para se destacar neste trabalho.
Um ótimo play de estréia, altamente recomendado para apreciadores de Slayer, Pantera, Machine Head, Soulfly e congêneres. O disco está disponível para download gratuito no site da banda: http://planetgraveyard.com

Review: Hatefulmurder - The wartrail

Brutality. A simple word, linked to primeval reflexes and reactions, also the most adequate to define the work presented by the Rio de Janeiro-born Hatefulmurder in this EP that seeps a murderous hatred in 3 tracks of the heaviest death/thrash metal and in intro with military atmosphere.
All the instruments are razor-sharp, well equalized and balanced, each one playing their part with undisputed competence. The overall result ends up sound as an unlikely mix of Hipocrisy/Dismember with The Haunted, with songs alternating moments at high speed and groovier parts. The highlight here is the EP closing track, Black Chapter, and the exhibition of monstrosity by the vocalist Felipe Lameira. Now, let there be their full album!
Band's links:
https://www.facebook.com/hatefulbook
http://www.myspace.com/hatefulmurder
http://www.reverbnation.com/hatefulmurder

Resenha: Hatefulmurder - The Wartrail

Brutalidade. Uma palavra simples, ligada a reflexos e reações primordiais, e também a mais adequada para definir o trabalho apresentado pelos cariocas do Hatefulmurder neste EP que destila um ódio assassino em 3 faixas de um death/thrash metal dos mais pesados e uma introdução com clima militar.
Todos os instrumentos estão bem afiados, equalizados e equilibrados aqui, cada um executando sua parte com competência indiscutível. O resultado geral acaba soando como uma improvável mistura de Hipocrisy/Dismember com The Haunted, com músicas alternando momentos de alta velocidade com partes mais cadenciadas. Destaque para a faixa que fecha o EP, Black Chapter, e para o show de monstruosidade do vocalista Felipe Lameira. Agora, que venha o álbum full!
Links da banda:
https://www.facebook.com/hatefulbook
http://www.myspace.com/hatefulmurder
http://www.reverbnation.com/hatefulmurder

Review: Mortarium - The Awakening of the Spirit

Normally, when one talks about doom metal, we expect to hear long and plodding songs; indeed, one of the claims usually made by those somehow averse to the genre is exactly a supposed monotony. Mortarium, here, manages to escape from this pattern in their first single by investing in short songs, or rather songs with the necessary span, that sound natural, instead of endless repetitions justo to "sound like doom". Thus, here we have one intro and two death/doom tracks, The Awakening of the Spirit (with riffs noticeably inspired in bands from the seventies) and Celebrate the Eternity (where we can hear the band's death metal influence a bit more clearly). The splitting between growls and clear vocals even reminds a bit of Always-era The Gathering, and certainly the only thing here that seens to be missing is a third track. But, anyway, here we have doom enough to hold the attention of those who are not initiated in the genre and played with enough competence to avoid sounding non-creative for a knower of the genre.
Band's links:
www.reverbnation.com/mortariumdoommetal
www.youtube.com/user/mortariumdoommetal
www.myspace.com/mortarium
www.twitter.com/mortarium

Resenha: Mortarium - The Awakening of the Spirit

Normalmente, quando se fala em doom metal, esperamos músicas longas e arrastadas; de fato, um dos argumentos normalmente usados por aqueles que apresentam alguma aversão ao estilo é justamente uma suposta monotonia. O Mortarium, aqui, consegue fugir um pouco deste padrão em seu primeiro single ao apostar em músicas curtas, ou melhor dizendo, músicas com a duração necessária, que som naturais, em vez de repetições infindáveis apenas para "parecer doom". Temos aqui, então, uma intro e duas faixas de death/doom, The Awakening of the Spirit (com riffs perceptivelmente inspirados em bandas setentistas) e Celebrate the Eternity (onde temos a oportunidade de ouvir a faceta death da banda se impor um pouco mais). A divisão entre vocais guturais e limpos chega a lembrar um pouco o The Gathering na época do Always e com certeza a única coisa que deixa um pouco a desejar aqui é a ausência de uma terceira faixa. Mas de qualquer maneira, aqui temos doom o suficiente para atrair a atenção de quem não seja um iniciado do estilo, e executado com competência suficiente para não soar ingênuo para um conhecedor do gênero.
Links da banda:
www.reverbnation.com/mortariumdoommetal
www.youtube.com/user/mortariumdoommetal
www.myspace.com/mortarium
www.twitter.com/mortarium

Review: Test - Árabe Macabre

https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/s720x720/528014_409005369136931_123433013_n.jpgWhat do you think would come out of a blender with VoiVod, Extreme Noise Terror, Meshuggah and Benediction? In my humble opinion, it would certainly be something akin to Test. This is a real ear candy. With only two members, this band from São Paulo invest in a mix of grindcore/hardcore/death metal with somewhat experimental parts, at times recalling a more brutal version of VoiVod, such as in the tracks Venenom and Du Horror. Speed runs wild, in tracks that say what they have to in a raw and direct manner, even those who have some more groove, as Morrer Lentamente. Overall, a great work, brutal and creative!

Resenha: Test - Árabe Macabre


https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/s720x720/528014_409005369136931_123433013_n.jpgO que você acha que sairia se você jogasse em um liquidificador o VoiVod, Extreme Noise Terror, Meshuggah e Benediction? Na minha opinião, sem dúvida teríamos algo parecido com o Test. Esta é uma banda que dá gosto de ouvir. Com apenas dois membros, estes paulistanos apostam numa mistura de grind/hardcore/death metal com passagens meio experimentais, que por vezes chegam a lembrar um VoiVod mais brutal, como nas faixas Venenom e Du Horror. A velocidade corre solta, em faixas que dizem o que tem a dizer de forma bruta e direta, mesmo nas faixas que possuem momentos com um pouco mais de gingado, como Morrer Lentamente. No geral, um ótimo trabalho, brutal e criativo!

Release: Steel Wolf

http://2.bp.blogspot.com/--eyMsLpzbNM/T4r3qo0kVTI/AAAAAAAAAEc/sfhoCfA-1M8/s1600/English-Release.jpg

Release: Steel Wolf

http://2.bp.blogspot.com/-0E92WwwBW9Q/T4r4J9kvt4I/AAAAAAAAAEk/LWIGYGchFu4/s1600/Release-Steel+Wolf.jpg

Review: D.O.S. - Sociedade Deformada

Greetings, people! Here we are with yet another demo from a promising band hailing from São Paulo's capital. D.O.S. (Deformer of Society) offers here in their first effort some thrash crossover mixing influences ranging from Sodom and Nuclear Assault to Discharge and English Dogs (the latter two can be better perceived in the vocals). The sound is exciting, but a bit better production would have been much welcome. The guitar has not a good volume level, and we can see that some very interesting riffs lost some highlight because of that, for instance. Overall, here we have 9 tracks clocking around 20 minutes, with the influences mentioned above, Portuguese lyrics dealing with social and libertarian subjects. This is a nice start, they just need to improve something in the production.

Resenha: D.O.S - Sociedade Deformada

Saudações, pessoal! Aqui estamos com mais uma demo de uma promissora banda da capital paulista. O D.O.S. (Deformer of Society) nos brinda aqui, em seu primeiro trabalho, com um thrash crossover que mescla influências que vão de Sodom e Nuclear Assault a Discharge e English Dogs (estes dois últimos são percebidos principalmente nos vocais). O som é empolgante, mas uma produção um pouco melhor teria sido muito bem-vinda. A guitarra não ficou com um volume muito legal, e percebe-se que alguns riffs bem interessantes perderam destaque com isso, por exemplo. No mais, temos aqui 9 faixas em cerca de 20 minutos, com as já citadas influências, letras em português tratando de temas sociais e libertários. É um bom começo, basta dar uma melhorada na produção.

Review: Obitto - Condenado

Greetings, folks! Here we are again with another work right from the gray streets of the capital of São Paulo. The band at hand is Obitto, and I should say that right from the bat I got a little cautious about reviewing a 5 songs demo clocking around 10 minutes, specially when it comes to grindcore and when it comes to a new band; I feared that I would end up without much to say, and in the end it could not be farther from the truth if I tried! In its short span, this demo manages to surprise with its ability to clearly establish grindcore as a genre with its own identity. Though there it is a noticeable death influence (specially in the more groovy songs, such as the title track), the emphasis here is really to grindcore, which allied to the crystal clear production, ends up allowing to notice a musical awareness way stronger than we are used to hear in other bands in the genre. A great first step and let us keep one eye upon this band!

Resenha: Obitto - Condenado

Salve, galera! E aqui estamos com mais um material diretamente das ruas cinzentas da capital de São Paulo. A banda em questão é o Obitto, e devo dizer que logo de cara fiquei um pouco receoso quanto a resenhar uma demo que com 5 músicas fica em torno dos 10 minutos, principalmente em se tratando de grindcore e uma banda nova; tive medo que acabasse sem ter muito o que dizer, e no fim das contas não poderia estar mais longe da verdade nem que tentasse! Em sua curta duração esta demo surpreende com sua capacidade de estabelecer de forma bem clara o grindcore como um estilo com identidade própria. Apesar de uma influência death metal notável (principalmente em faixas mais cadenciadas, como a faixa título), o grind é realmente a tônica aqui, o que, aliado à produção cristalina, acaba permitindo notar uma consciência musical bem mais forte do que costumamos ouvir em bandas do gênero. Um ótimo passo inicial e vamos ficar de olho nessa banda!

Live Review: Eclipse Doom Fest V

Finally something I've been waiting for a long time! A doom metal festival here in my city!
This the more traditional festival of the genere in Brazil, which up to its previous edition was held in Rio Grande do Sul (and where, to the shame of the biggest city in the countrym there where not many people going from São Paulo). In its 5th edition, we had the participations of O Mito da Caverna, from São Paulo-SP, Mortarium, from Rio de Janeiro-RJ and HellLight, from São Paulo-SP. Les Memoires Fall, from São José dos Campos-SP was also booked to play, but unfortunately, health problems made this boosting impossible.
O Mito da Caverna, as mythical as possible.


The sound started with little delay, at 7 PM, with O Mito da Caverna showcasing a disturbing and disturbed sludgecore, with clear influences of Khanate and Sunn O))), as well as drums clearly influenced by classic  grindcore/crust of names as Nausea e Terrorizer... But at a tenth of the normal speed! It is not for nothing that the band defines its style as "dead grindcore". Unfortunately, their sound was a bit harmed, since the bass and guitar bases where barely audible, remaining only the monstrous vocal, the drums and the guitar in charge noise and feedback.
Mortarium (pic from the band's Facebook profile)
After a short break, we had the presence of Rio de Janeiro's Mortarium. Death/doom with some gothic influences in the tradition of bands as Evereve or The Gathering, alternating clean female vocals with growls. Unfortunately the band suffered a bit with the fact that their songs where arranged for two guitars and they were a bit short-handed, with only one guitarist in the line-up. Indeed, in the beginning of the presentation it could be felt that the girls seemed somewhat inhibited, probably something related with these unifitting conditions. But at the end of the day, they managed to show their art in a competent and correct manner.
Vibrations of doom at the sound of HellLight.
To end the night, we had São Paulo's HellLight, the more experienced and well known band in this edition of the event. They went great with their funeral doom filled with influences from traditional doom metal, specifically in the tone of clean vocals, which were also impressive for their sheer power. I would indeed risk saying that the microphone may have even been unnecessary. Other than the vocals, another highlight was the work of the band's bassist, showing clearly HOW a bass player should work to keep the band's sound beefy. Indeed, the bass' low ends managed to cover the guitar, but always being harmonic and pleasant to the ears. It is nice to see that the band has been reaping the results of experience in several stages with varying quality equipment.
In the end, an excellent event, the type in which we feel the underground alive and make true some contacts that up to then were only names in a computer screen. Congratulations for the bands, the audience and may we have many other events aimed at this genre so much forgotten in Brazil.

Resenha de Show: Eclipse Doom Fest V

Finalmente algo que eu estava esperando por um longo tempo! Um festival de doom metal aqui em minha cidade!
Trata-se do festival mais tradicional do gênero no Brasil, que até sua edição anterior era realizado no Rio Grande do Sul (e no qual, para a vergonha da maior cidade do país, não costumavam ir pessoas de São Paulo). Nesta sua 5ª edição, tivemos a participação de O Mito da Caverna, de São Paulo-SP, Mortarium, de Rio de Janeiro-RJ e HellLight, de São Paulo-SP. Estava agendada ainda a participação do Les Memoires Fall, de São José dos Campos-SP, mas infelizmente motivos de saúde impediram mais esse reforço.
O Mito da Caverna, tão mítico quanto possível.
O som começou com pouco atraso, às 19 horas, com O Mito da Caverna destilando um sludgecore perturbador e perturbado, com nítidas influências de Khanate e Sunn O))), bem como uma bateria nitidamente influenciada pelo grindcore/crust clássico de nomes como Nausea e Terrorizer... Só que a um décimo da velocidade normal! Não à toa, a banda define seu estilo como "grindcore morto". Infelizmente o som dos caras foi um tanto prejudicado, pois as bases de baixo e guitarra estavam praticamente inaudíveis, restando apenas o vocal monstruoso, a bateria e a guitarra encarregada de ruídos e microfonias.
Mortarium (foto do Facebook da banda)
Após um breve intervalo, tivemos a presença das cariocas do Mortarium. Um death/doom com influências góticas ao molde de bandas como Evereve ou The Gathering, com alternância entre vocais femininos limpos e guturais. A banda infelizmente sofreu um pouco com o fato de suas músicas serem arranjadas para duas guitarras e elas estarem meio desfalcadas na ocasião, contando com apenas uma guitarrista na formação. De fato, dava para perceber que as garotas pareciam um pouco inibidas no começo da apresentação, provavelmente algo relacionado justamente com essa inadequação de condições. Mas conseguiram levar seu som de maneira digna e competente.
As vibrações do doom no som do HellLight.
Para encerrar a noite, tivemos os paulistanos do HellLight, a banda mais experiente e conhecida desta edição do evento. Os caras mandaram ver muito bem com seu funeral doom repleto de influências do doom metal tradicional, em específico o timbre dos vocais limpos, que ainda impressionam por sua potência. De fato, arrisco dizer que o microfone talvez tenha sido desnecessário. Além dos vocais, deve-se um destaque ao trabalho do baixista da banda, que mostrou da forma mais clara COMO um baixista deve trabalhar para manter o som da banda cheio. De fato, o grave do baixo chegava a cobrir a guitarra, mas de maneira ainda harmônica e agradável. É bom ver que a banda vem colhendo os resultados da experiência em variados palcos com aparalhagens de qualidade variante.
Por fim, um excelente evento, do tipo em que sentimos o underground vivo e tornamos concretos os contatos que até então eram apenas nomes em uma tela. Parabéns para as bandas, para o público, e que tenhamos muito mais eventos voltados a esse gênero que anda tão esquecido em nosso país.